De novo o capacete

S. Jorge - Fajã do Santo Cristo

Caminho da Fajã de Santo Cristo – São Jorge

Esta semana, voltaram a me questionar sobre o capacete… normal. Já estou acostumado e a resposta é sempre a mesma… “vai bem, obrigado”.

Depois, dependendo da curiosidade e da abertura de quem perguntou a conversa evolui.

Nos mais de 1000km que fiz pelas ilhas dos Açores nunca usei o capacete e muito sinceramente, não me fez falta nenhuma. O que faltou algumas vezes foi o respeito de alguns condutores que, lamentavelmente, pensam que as estradas são de uso exclusivo dos carros.

Tive momentos desconfortáveis em todas as ilhas, e posso dizer que recebi razias muito desagradáveis em todas. Em todas elas, corri o risco de partir as pernas, os braços, ficar sem bicicleta e garantidamente em nenhuma delas o capacete iria me salvar.

Nada me aconteceu e felizmente os bons momentos foram consideravelmente superiores aos tais momentos desconfortáveis.

Andar de bicicleta é seguro. Perigoso é conviver com gente pouco inteligente a conduzir. Perigoso para os peões, para os ciclistas e para aqueles que sabem que conduzir um carro é um ato de grande reponsabilidade.

Quer usar o capacete? Use por favor… mas não me diga que é ele que vai salvar a sua vida.

Quer ler mais sobre o assunto?
www.spokesman.com/blogs/transportation/2015/jun/26/why-im-done-wearing-helmet/

Pequeninos e adereços

Hoje em meio a nossa voltinha habitual, e talvez por ser sábado, encontramos vários ciclistas e entre eles muitas crianças.

É fixe ver os pais alí a volta dos pequenos aprendizes e não deixa de ser nostálgica a imagem. Lembrar de como foi a minha primeira pedalada foi algo que me veio logo a cabeça hoje quando ví um pai a acompanhar a sua filha, ambos de bicicleta.

A maior diferença que não pude deixar de notar foram os acessórios: capacete, luvas, joelheiras… uau!

Fiquei pensando por que será que na minha época era só bicicleta e chinelo? Será andar de bicicleta assim tão perigoso?

Ainda vamos falar mais sobre isso…