O Pedal’Açores em números (P.2)

Pilar - Ponta Delgada - PedalaçoresDepois de terminada a primeira edição do Pedal’Açores ficam aqui os números mais curiosos da nossa grande aventura a passar por paisagens maravilhosas, pessoas interessantes e carregada de momentos de muita reflexão sobre a mobilidade no nosso maravilhoso arquipélago no meio do Atlântico.

Neste momento estamos a compilar informação e em breve prometemos publicar aqui no nosso blog algumas reflexões mais profundas sobre a questão da mobilidade nos Açores.

Como sabem não foi possível ir ao Corvo porque não era garantido poder voltar, havia muitos passageiros na viagem de volta, de maneira que não era garantido espaço para a bicicleta (?!?!) na viagem de regresso. Por isso este ano foram “só” oito ilhas, entretanto, na próxima edição do Pedal’Açores vai ser diferente.

Ficam aqui os números do Pedal’Açores 2013:

8 ilhas;

1.110 quilómetros percorridos de bicicleta;

84 horas e 22 minutos de pedaladas;

12 parques de campismo;

6 casas de amigos para pernoitar e pôr a conversa em dia;

888 milhas náuticas;

24.801 metros de ascenção a pedalar;

31 dias na estrada a pedalar;

1.263 metros de ascenção a caminhar;

11 turistas a conhecer os Açores a pedalar;

10 nacionalidades;

4 barcos diferentes;

4 calços de travões;

1 pneu furado;

2 raios partidos;

1 visita ao Bike Doctor;

2 viagens de camioneta;

3 festivais;

1 mosca engolida;

4 entrevistas;

Muitos pacotinhos de massa instantânea e barrinhas energéticas;

Vários litros d’água;

Centenas de golfinhos;

Dezenas de Pedalaçorian@s de todas as idades;

Muita gente feliz!

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A caldeira

Hoje, juntamente com o João Paulo, a Gisela e a pequena Sofia, começámos a pedalar em direção à Caldeira do Faial. Foi uma longa subida mas apesar de um pequeno conserto pelo caminho conseguimos chegar à beira da caldeira… é realmente um espetáculo maravilhoso. Fomos do nível do mar aos 900m de altitude e foi interessante ver o quão diferente pode ser andar de bicicleta com um atrelado. No entanto, foi triste constatar que a certa altura da subida fomos ultrapassados por um táxi a grande velocidade, que nem teve em atenção o facto de estarmos em bicicletas e com um atrelado de criança.

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Aproveitámos para contemplar a paisagem por entre as abertas das nuvens, depois despedimo-nos e fui seguindo em direção à Horta. Passei pelos Flamengos, que achei lindissimo e com um tipo de paisagem muito diferente do habitual nos Açores. Na Horta, fui dando mais umas voltinhas, encontrando aqui e ali mais uns ciclistas enquanto esperava pelo barco que me ia levar à Madalena, no Pico. A entrada no barco foi feita por uma rampa mas ao chegar à Madalena a saída teve que ser feita por uma escada lateral, obrigando-me a “desmontar” a bagageira  toda de modo a poder retirar a bicicleta do barco.

Finalmente, cheguei ao Parque de Campismo da Madalena onde montei a minha tenda e preparei o jantar. A seguir, o descanso merecido e amanhã… o Pico espera por mim!

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O Ponto mais Ocidental da Europa

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Hoje consegui chegar ao ponto mais ocidental da Europa, nas Flores.

Ao percorrer os 54, 56Km de hoje, entre as Lajes das Flores e a Fajâ Grande encontrei um pequeno ciclista, o Rui, na sua bicicleta azul apesar do tempo chuvoso. Cheguei ao parque de campismo e fui muito bem recebido pelo Sr. Amaral e, após uma bem merecida refeição, fui descansar para a minha tenda.

Amanhã espera-me um outro dia a pedalar por estas ilhas de bruma.