De novo o capacete

S. Jorge - Fajã do Santo Cristo

Caminho da Fajã de Santo Cristo – São Jorge

Esta semana, voltaram a me questionar sobre o capacete… normal. Já estou acostumado e a resposta é sempre a mesma… “vai bem, obrigado”.

Depois, dependendo da curiosidade e da abertura de quem perguntou a conversa evolui.

Nos mais de 1000km que fiz pelas ilhas dos Açores nunca usei o capacete e muito sinceramente, não me fez falta nenhuma. O que faltou algumas vezes foi o respeito de alguns condutores que, lamentavelmente, pensam que as estradas são de uso exclusivo dos carros.

Tive momentos desconfortáveis em todas as ilhas, e posso dizer que recebi razias muito desagradáveis em todas. Em todas elas, corri o risco de partir as pernas, os braços, ficar sem bicicleta e garantidamente em nenhuma delas o capacete iria me salvar.

Nada me aconteceu e felizmente os bons momentos foram consideravelmente superiores aos tais momentos desconfortáveis.

Andar de bicicleta é seguro. Perigoso é conviver com gente pouco inteligente a conduzir. Perigoso para os peões, para os ciclistas e para aqueles que sabem que conduzir um carro é um ato de grande reponsabilidade.

Quer usar o capacete? Use por favor… mas não me diga que é ele que vai salvar a sua vida.

Quer ler mais sobre o assunto?
www.spokesman.com/blogs/transportation/2015/jun/26/why-im-done-wearing-helmet/

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Longe demais das capitais

O sonho de estar cada vez mais perto do mundo aos poucos vai se concretizando para alguns. A mediatização constante de um problema que atinge alguns Açorianos resultou e a falta de ligações aéreas fáceis e baratas ligando os Açores ao continente chega ao fim e com ele nasce uma nova era: A era Low Cost.

Distraidos com o isco dos voos baratos (que custaram uns milhões a todos nós), vamos deixando para trás outros problemas como a saúde, a educação e o colapso da sensível economia de 9 ilhas muito diferentes.

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Novidade mundial chega à Terceira

hamb_01A população está em alvoroço. É puro extase!

Uma novidade chega à ilha Terceira – Vamos ter um Burger King (1)!

Fundado na década de 50, muito antes dos Açores se tornarem uma região autónoma, o Burger King chega à Ilha Terceira para fazer a felicidade dos Terceirences e alegrar as suas vidas com as suas novidades fantásticas da gastronomia mundial: hamburgueres em vários formatos, batatas fritas, molhos, aros de cebola e muito mais! Tabuleiros coloridos, copos e palhinhas (descartáveis!), embalagens coloridas com desenhos da Disney… tudo vindo diretamente do continente para alegrar a vida dos Açorianos e Açorianas que vivem na ilha Terceira. Era o que nos faltava! Já não é preciso sofrer o desconforto de ter que transportar tais guloseimas via Sata e estarmos sujeitos aos olhares gulosos (e invejosos)  dos demais passageiros.

Chega a ser cômico e ao mesmo tempo triste, o alvoroço e satisfação que tal “equipamento” trouxe à ilha Terceira.

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