A bicicleta do Duarte

Um dia desses, em conversa com amigos, descobri que o símbolo do Benfica(1), por razões históricas, tem uma roda de bicicleta. Coisa que nunca tinha notado. Agora olho e não vejo outra coisa. Isso fez-me lembrar do Duarte, um miúdo com os seus 10 ou 12 anos, que conheci nas Flores.
duarte_bike

Mesmo ao chegar na Fajã Grande – Ilha das Flores, no meu primeiro dia de viagem, deparei-me com uma bicicleta fantástica, toda azul e como não podia deixar de ser, parei para fotografá-la e foi aí que conheci o Duarte. Ele estava ali, a ajudar o seu pai e o tio a trabalhar a terra. Lembro-me dele dizer, com muita certeza, de que o clima da fajã era bom para o cultivo. Durante a nossa pequena conversa eu percebi que aquela era uma atividade que fazia parte do seu dia-a-dia. Ajudar o pai a trabalhar a terra.

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Tudo é relativo

Porto da Praia da Vitória - Ilha Terceira - Açores - PedalaçoresA notícia sobre o novo “Plano Integrado de Transportes dos Açores” (1) despertou-me para algo que já tinha pensado há tempos mas que ainda não tinha passado para o ‘papel’.

Chegar às ilhas dos Açores numa embarcação é algo tão natural como a existência das próprias ilhas, ou seja, desde o seu descobrimento pelos portugueses, ou antes (2), viajar de barco entre as ilhas faz parte do dia-a-dia da vida de todas as pessoas que vivem no nosso lindo arquipélago dos Açores. Historicamente, andamos a fazer isso há mais de 500 anos (3).

Apesar de não se saber bem ao certo quando é que os Açores foram descobertos, um facto parece ser transversal a todas as datas possíveis: foi pelo mar 🙂

Desde então, toda a história das ilhas foi tocada de certa forma por esta maravilha tecnológica (os barcos) que permitia, com o simples içar de uma vela, transportar pessoas e bens de uma ilha para outra, flutuando sobre as águas azuis do Atlântico. Continuar a ler

O Pedal’Açores em números (P.2)

Pilar - Ponta Delgada - PedalaçoresDepois de terminada a primeira edição do Pedal’Açores ficam aqui os números mais curiosos da nossa grande aventura a passar por paisagens maravilhosas, pessoas interessantes e carregada de momentos de muita reflexão sobre a mobilidade no nosso maravilhoso arquipélago no meio do Atlântico.

Neste momento estamos a compilar informação e em breve prometemos publicar aqui no nosso blog algumas reflexões mais profundas sobre a questão da mobilidade nos Açores.

Como sabem não foi possível ir ao Corvo porque não era garantido poder voltar, havia muitos passageiros na viagem de volta, de maneira que não era garantido espaço para a bicicleta (?!?!) na viagem de regresso. Por isso este ano foram “só” oito ilhas, entretanto, na próxima edição do Pedal’Açores vai ser diferente.

Ficam aqui os números do Pedal’Açores 2013:

8 ilhas;

1.110 quilómetros percorridos de bicicleta;

84 horas e 22 minutos de pedaladas;

12 parques de campismo;

6 casas de amigos para pernoitar e pôr a conversa em dia;

888 milhas náuticas;

24.801 metros de ascenção a pedalar;

31 dias na estrada a pedalar;

1.263 metros de ascenção a caminhar;

11 turistas a conhecer os Açores a pedalar;

10 nacionalidades;

4 barcos diferentes;

4 calços de travões;

1 pneu furado;

2 raios partidos;

1 visita ao Bike Doctor;

2 viagens de camioneta;

3 festivais;

1 mosca engolida;

4 entrevistas;

Muitos pacotinhos de massa instantânea e barrinhas energéticas;

Vários litros d’água;

Centenas de golfinhos;

Dezenas de Pedalaçorian@s de todas as idades;

Muita gente feliz!