Tudo é relativo

Porto da Praia da Vitória - Ilha Terceira - Açores - PedalaçoresA notícia sobre o novo “Plano Integrado de Transportes dos Açores” (1) despertou-me para algo que já tinha pensado há tempos mas que ainda não tinha passado para o ‘papel’.

Chegar às ilhas dos Açores numa embarcação é algo tão natural como a existência das próprias ilhas, ou seja, desde o seu descobrimento pelos portugueses, ou antes (2), viajar de barco entre as ilhas faz parte do dia-a-dia da vida de todas as pessoas que vivem no nosso lindo arquipélago dos Açores. Historicamente, andamos a fazer isso há mais de 500 anos (3).

Apesar de não se saber bem ao certo quando é que os Açores foram descobertos, um facto parece ser transversal a todas as datas possíveis: foi pelo mar 🙂

Desde então, toda a história das ilhas foi tocada de certa forma por esta maravilha tecnológica (os barcos) que permitia, com o simples içar de uma vela, transportar pessoas e bens de uma ilha para outra, flutuando sobre as águas azuis do Atlântico. Continuar a ler

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Uma semana a pedalar pelos Açores

Hoje fez uma semana que estou a pedalar pelos Açores e estou muito feliz  por muitos motivos.

É uma delícia poder passar por tantos lugares maravilhosos, ver paisagens incríveis, sentir o cheiro doce das flores na estrada e contemplar o silêncio de lugares que transmitem uma paz que só mesmo passando por eles se pode entender.

Na ilha das Flores, senti as gotinhas das cascatas e ouvi a água a verter constantemente no meio da vegetação, no Corvo não consegui ir (com muita pena) mas contemplei de longe a sua “pequenez” e estive lá com o coração. Já lá estive uma vez e quero voltar com a minha bicicleta, quem sabe no próximo PedalAçores? Desta vez não deu.

A ilha do Faial foi algo incrível e senti no mesmo dia o frescor da chuva e o calor árido sobre as cinzas dos Capelinhos numa paisagem digna de filmes de ficção. Fiquei impressionado com a grandiosidade daquela montanha gigantesca que se elevou e que acrescentou à ilha mais algumas centenas de metros quadrados. Foi no Faial que fizemos os nossos primeiros 100km.

Se tem alguma coisa que goste mais do que andar de bicicletas, é de fazer caminhadas e na ilha do Pico consegui unir o útil ao agradável e realizei o sonho de ir do nível do mar até ao cimo da montanha no mesmo dia. Foram 36km sempre a subir do zero, no cais de São Roque até os 2351 metros no cimo da montanha do Pico, o ponto mais alto de Portugal, aqui nos Açores.

tudo

Hoje o dia foi para descansar e amanhã sigo para São Jorge para contemplar as suas magnificas Fajãs e procurar por mais pessoas que andam por aí a pedalar pelos Açores.

Corvo adiado… próximo destino: Faial

20130804641_Fotor_FotorInfelizmente, a ida ao Corvo ficou adiada… devido às condições climatéricas e constrangimentos de tempo nos transportes de barco, pareceu-me melhor adiar a ida ao Corvo de modo a poder fazer o trajeto pensado aqui para as Flores.  Apesar da boa vontade da tripulação em “dar um jeito” para colocar a bicicleta no barco que faz a travessia para a outra ilha, o Ariel da Atlânticoline, também não fiquei muito confiante que a bicicleta fosse chegar em boas condições depois de uma ida e volta.

Enquanto andava aqui pelas Flores, fui encontrando caras desconhecidas e outras conhecidas como os dois tu20130804645_Fotorristas alemães que tinha encontrado no embarque na Terceira, e que deixaram as suas bicicletas no Faial e vieram de avião visitar as Flores. Estive com os pescadores no cais, conheci um senhor que faz criação de furões a aproveitei para conhecer as gentes da terra.

Agora, vou a caminho do Faial, embarcado outra vez no Santorini, onde chegarei amanhã de manhã.

Adeus Flores! Adeus Corvo, até uma próxima oportunidade!