Novidade mundial chega à Terceira

hamb_01A população está em alvoroço. É puro extase!

Uma novidade chega à ilha Terceira – Vamos ter um Burger King (1)!

Fundado na década de 50, muito antes dos Açores se tornarem uma região autónoma, o Burger King chega à Ilha Terceira para fazer a felicidade dos Terceirences e alegrar as suas vidas com as suas novidades fantásticas da gastronomia mundial: hamburgueres em vários formatos, batatas fritas, molhos, aros de cebola e muito mais! Tabuleiros coloridos, copos e palhinhas (descartáveis!), embalagens coloridas com desenhos da Disney… tudo vindo diretamente do continente para alegrar a vida dos Açorianos e Açorianas que vivem na ilha Terceira. Era o que nos faltava! Já não é preciso sofrer o desconforto de ter que transportar tais guloseimas via Sata e estarmos sujeitos aos olhares gulosos (e invejosos)  dos demais passageiros.

Chega a ser cômico e ao mesmo tempo triste, o alvoroço e satisfação que tal “equipamento” trouxe à ilha Terceira.

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Qual a medida do respeito?

Desde os tempos mais remotos que o homem busca formas mais precisas para medir tudo que está a sua volta. Do astrónomo ao jardineiro, as unidades de medida e a sua precisão afetam o nosso dia-a-dia e podemos dizer que praticamente necessitamos delas para viver.

Apesar de reconhecer a sua importância, não é todas as vezes que olho para o relógio e penso que naquele segundo que passou ocorreram 9.192.631.770 períodos da radiação correspondente à transição entre dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de Césio 133.

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A bicicleta do Duarte

Um dia desses, em conversa com amigos, descobri que o símbolo do Benfica(1), por razões históricas, tem uma roda de bicicleta. Coisa que nunca tinha notado. Agora olho e não vejo outra coisa. Isso fez-me lembrar do Duarte, um miúdo com os seus 10 ou 12 anos, que conheci nas Flores.
duarte_bike

Mesmo ao chegar na Fajã Grande – Ilha das Flores, no meu primeiro dia de viagem, deparei-me com uma bicicleta fantástica, toda azul e como não podia deixar de ser, parei para fotografá-la e foi aí que conheci o Duarte. Ele estava ali, a ajudar o seu pai e o tio a trabalhar a terra. Lembro-me dele dizer, com muita certeza, de que o clima da fajã era bom para o cultivo. Durante a nossa pequena conversa eu percebi que aquela era uma atividade que fazia parte do seu dia-a-dia. Ajudar o pai a trabalhar a terra.

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